Em 1989 um cometa riscou o céu da pequena cidade onde vivia.
Eu ainda criança não pude compreender o significado daquele evento. Simplesmente um cometa cruzou o céu da cidade onde eu vivia.
E hoje quando eu penso naquele cometa nada me vem à cabeça, a não ser a sua imagem embaçada pela ação do tempo.
Ao perceber que nada me vem a cabeça algo finalmente acontece. Algo que apenas a minha linguagem limitada me permite espiar.
Um indivíduo viveria dez anos a mais se pudesse alcançar a cauda do cometa. Assim concebeu a minha alma de poeta.
No entanto, quando eu penso nele como uma mera produção visual esteticamente agradável e sem qualquer espécie de significado, acontece uma fusão entre a minha consciência e a química existente em meu corpo. Esta fusão gera uma sensação intangível próxima da nostalgia.
E a imagem do cometa ganha um significado temporal, como uma espécie de marco.
Naquele mesmo dia no ano de 1989, minutos antes do cometa ricar o céu, eu, com apenas cinco anos de idade descobri que o que produzia batidas constantes no meu peito tinha o nome de coração e que sua função era bombear o sangue pelo meu corpo a fim de me manter vivo.
Por mais que eu tente ignorar o sentido de um evento banal, a minha condição humana não escapa ao lirismo empírico do cotidiano onde as conclusões são piegas.
O cometa era meu coração de cinco anos.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
Hey Johnny!
Hey Johnny!
How you’re doing? I heard that you went to school today, it’s true?
Yep
And you liked?
No.
Can you tell me why din’t you liked?
Yep
So, tell me!
They tried to teach me!
How you’re doing? I heard that you went to school today, it’s true?
Yep
And you liked?
No.
Can you tell me why din’t you liked?
Yep
So, tell me!
They tried to teach me!
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